
Secretários de segurança de Itanhaém e Peruíbe se reuniram com representantes das polícias Civil e Militar após um condutor de charrete atropelar Thalita Danielle Hoshino, que morreu após o acidente. Autoridades vão instalar câmeras de monitoramento e realizar um patrulhamento conjunto preventivo na faixa de areia. Guardas devem realizar patrulhamento preventivo na divisa das cidades de Itanhaém e Peruíbe
Reprodução/TV Tribuna e Reprodução
As autoridades de segurança pública de Itanhaém e Peruíbe, no litoral de São Paulo, vão instalar câmeras de monitoramento e realizar um patrulhamento conjunto preventivo para coibir as corridas com cavalos na faixa de areia. As medidas estão sendo tomadas após o condutor de uma charrete ter atropelado uma turista. A vítima chegou a ser internada, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.
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Thalita Danielle Hoshino, de 38 anos, foi atropelada em 23 de março e morreu dois dias depois no Hospital Irmã Dulce, onde esteve internada após sofrer um traumatismo cranioencefálico (TCE). O charreteiro Rudney Gomes Rodrigues, de 31, foi preso em Praia Grande (SP) no último dia 29.
Os secretários de segurança das cidades se reuniram com representantes das polícias Civil e Militar na Delegacia Seccional de Itanhaém, na terça-feira (1°). As autoridades saíram da reunião com duas providências a serem tomadas:
➡️Instalação de câmeras capazes de girar 360° e com a possibilidade de zoom. De acordo com o secretário municipal de segurança pública de Peruíbe, Cristhian Rodrigues, as imagens vão fiscalizar e prevenir possíveis ações criminosas em diferentes pontos da praia.
“Essas câmeras também auxiliarão nas investigações, permitindo a identificação, por meio das imagens, de possíveis organizadores e competidores”, afirmou o secretário.
Cavalo e charrete foram apreendidos e homem foi preso no litoral de SP
Redes sociais e reprodução
➡️Outra medida definida foi o patrulhamento conjunto preventivo com revezamento de viaturas no limite entre as duas cidades. Conforme apurado pela TV Tribuna, afiliada da Globo, os guardas devem ficar no local todos os dias, das 7h às 17h.
O secretário considerou a reunião produtiva. “Não debatemos sobre qual município é aquela área. Focamos na busca por soluções para um problema que persiste há alguns anos e chegamos a um consenso sobre as ações [acima]”, explicou Rodrigues.
O g1 entrou em contato com a Prefeitura de Itanhaém, mas não teve retorno até a última atualização desta reportagem.
Bloqueio com pedras
A Prefeitura de Itanhaém ergueu um bloqueio com pedras na faixa de areia da Praia do Santa Cruz no último dia 28, para impedir a passagem de veículos e charretes na parte arenosa.
Na ocasião, a administração municipal disse que estudaria mudanças na legislação para endurecer as penalidades contra práticas irregulares nas praias da cidade.
Charrete utilizada pelo condutor que causou acidente em Itanhaém (SP)
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Prisão
Conforme apurado pela TV Tribuna, a prisão temporária em desfavor de Rudney valia por cinco dias, até última quarta-feira (2). Com a prorrogação pelo mesmo período, ele continua preso na Cadeia Pública de Peruíbe pelo menos até a próxima segunda (7).
Rudney foi ouvido por Arilson Veras Brandão, delegado da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) da cidade, na última segunda-feira (31). O investigado disse que comprou a égua há um mês e que fretou o transporte da charrete e do animal à praia para conhecê-la.
Ainda de acordo com a apuração da TV Tribuna, a Polícia Civil trabalha para reunir mais elementos com o objetivo de solicitar a prisão preventiva à Justiça. O caso é investigado como homicídio.
Momentos antes do acidente
Vídeo mostra ciclista atropelada por charrete momentos antes de acidente em praia
Nas imagens gravadas por Thalita, ela aparece sorrindo e chega a cantar enquanto andava de bicicleta na praia. A mulher estava acompanhada da amiga Gabriela Ferreira Neves de Andrade, de 26 anos, que pode ser vista no fundo do vídeo, pois estava alguns metros atrás da vítima.
Ao g1, Gabriela contou que a gravação foi registrada “segundos antes” do atropelamento. No fim do vídeo, é possível ver que ela chegou a alertar Thalita sobre a presença de um veículo vindo na direção delas. “Ó o carro”, gritou.
Segundo a jovem, passaram ao menos dois carros e duas charretes, estas puxadas por cavalos, todos em alta velocidade. Foi uma das charretes, no entanto, que acertou a vítima.
Thalita Danielle Hoshino, de 38 anos, sonhava em morar na praia
Arquivo pessoal
Saiba quem era Thalita Hoshino, a ciclista que morreu atropelada por uma charrete na praia
A vítima sonhava em morar na praia. De acordo com Gabriela, Thalita era moradora de São Bernardo do Campo (SP), trabalhava na área de tecnologia e estava no litoral paulista, acompanhada de amigos, para um passeio.
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