
Eleito em 2022, ganhou atenção pública como promotor por suas investigações intransigentes sobre alguns dos escândalos de corrupção mais notórios do país. Yoon Presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk Yeol, durante pronunciamento em novembro de 2024.
Kim Hong-Ji/ Pool via AP
Presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk Yeol, durante pronunciamento em novembro de 2024.
Kim Hong-Ji/ Pool via AP
A Corte Constitucional da Coreia do Sul votou a favor do impeachment do presidente Yoon Suk Yeol nesta sexta-feira (4), pelo horário local – noite de quinta (3), no horário de Brasília. Ele foi afastado após publicar um decreto de lei marcial que restringia direitos civis e fecharia o parlamento.
O ex-presidente responde em um processo de insurreição. Ele chegou a ser preso em janeiro deste ano, mas deixou a prisão em março.
Mas quem é Yoon? Eleito em 2022, o presidente sul-coreano é um novato na política, que ganhou atenção pública como promotor por suas investigações intransigentes sobre alguns dos escândalos de corrupção mais notórios do país.
Por que Coreia do Sul decretou impeachment de presidente
O que acontece após impeachment de presidente da Coreia do Sul
Depois de vencer uma eleição acirrada, com a margem mais estreita de todos os tempos, ele recuou de promessas mais controversas que fez na campanha eleitoral, como a abolição do Ministério da Igualdade de Gênero, mas manteve o discurso menos diplomático em relação aos vizinhos norte-coreanos.
Nascido em Seul em 1960, Yoon estudou direito e desempenhou um papel fundamental na condenação da ex-presidente Park Geun-hye por abuso de poder.
Como principal promotor do país em 2019, ele também indiciou um importante assessor do presidente Moon Jae-in por fraude e suborno em um caso que manchou a imagem íntegra do governo.
Isso fez com que Yoon se tornasse “ícone” dos conservadores e chamasse a atenção do partido de oposição People Power, pelo qual saiu como candidato presidencial.
Presidente da Coreia do Sul decreta lei marcial
Yoon, que tem lutado para impor sua agenda contra um Parlamento controlado pela oposição desde que assumiu o cargo, viu seu índice de aprovação cair nos meses que antecederam a lei marcial.
O presidente rejeitou pedidos por investigações independentes sobre escândalos envolvendo sua esposa e altos funcionários, atraindo rápidas e fortes repreensões de seus rivais políticos – a oposição tem tentado aprovar moções para impeachment de três promotores importantes, incluindo o chefe do Gabinete do Promotor Público do Distrito Central de Seul.
Os conservadores chamaram a medida de vingança.
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Na época da eleição de Yoon, a agência de notícias Reuters listou alguns de seus posicionamentos durante a campanha; confira:
Economia: declarou apoiar abordagens lideradas pelo mercado, incluindo a criação de empregos liderada pelo setor privado em vez de projetos governamentais. Ele prometeu cortar a burocracia para empresas e desregulamentar a indústria de ativos virtuais.
Impostos: prometeu reduzir os ganhos de capital e os impostos sobre propriedade para aumentar as transações imobiliária e propôs aumentar o limite de imposto para investimentos em criptomoedas de 2,5 milhões de wons para 50 milhões de wons.
Habitação: prometeu criar pelo menos 2,5 milhões de casas em seu mandato e criticou as regulamentações vigentes de propriedade, afirmando que elas deveriam ser flexibilizadas e orientadas por “princípios de mercado”.
Questões de gênero: afirmou que as políticas de gênero desempenharam um papel descomunal no ressurgimento dos conservadores, impulsionadas, em parte, pela reação dos jovens sul-coreanos contra o que eles veem como um feminismo descontrolado.
Coreia do Norte: disse que ataques preventivos poderiam ser a única maneira de conter os novos mísseis hipersônicos da Coreia do Norte se eles parecerem prontos para um ataque iminente.
O líder da oposição Lee Jae-myung, que perdeu por pouco para Yoon na eleição presidencial de 2022, é visto como o favorito para a próxima eleição presidencial que será realizada daqui a 60 dias.