
O valor do dólar fechou o dia em queda nesta quinta-feira (3), conforme o Banco Central do Brasil. Pela manhã, a moeda norte-americana estava custando R$ 5,60. Na quarta-feira (2), o fechamento ficou em R$ 5,69.

Valor do dólar fecha em queda nesta quinta-feira (3), após novo tarifaço de Trump – Foto: Deny Campos/Arte/ND
O dólar registrou queda acentuada nesta quinta-feira (3), chegando a operar abaixo da barreira psicológica de R$ 5,60. O movimento reflete uma ampla liquidação da divisa nos mercados internacionais, impulsionada pelas preocupações com o impacto econômico das novas tarifas comerciais anunciadas pelo governo Trump.
Confira o valor do dólar hoje
Dólar comercial
Usado em negociações internacionais e operações financeiras.
- Compra: R$ 5,627
- Venda: R$ 5,628
Dólar turismo
Voltado para viagens e compras no exterior, sua cotação inclui impostos e taxas.
- Compra: R$ 5,662
- Venda: R$ 5,842
Às 11h39 (horário de Brasília) desta quinta-feira (3), o dólar à vista operava em baixa de 1,78%, cotado a R$ 5,597 na compra e R$ 5,598 na venda. Na B3 (Bolsa de Valores brasileira), o dólar futuro de primeiro vencimento, caía 1,36% com 5.642 pontos.
O que fez o dólar subir?
Investidores passaram a precificar uma possível desaceleração da economia americana e cortes mais agressivos nas taxas de juros pelo Federal Reserve. O índice dólar, que mede o desempenho da moeda ante uma cesta de seis divisas, recuou 1,9% – o menor nível desde outubro de 2023.
O valor do dólar sofreu forte impacto após a revelação de que as medidas tarifárias de Trump foram mais amplas do que o esperado. O pacote inclui taxas mínimas de 10% para todos os exportadores para os EUA, com alíquotas ainda maiores para cerca de 60 países. Canadá, China e União Europeia já anunciaram planos de retaliação.
Principais movimentos do dia:
- Queda do dólar abaixo de R$ 5,60 no mercado doméstico
- Índice dólar global atinge menor patamar em seis meses
- Aversão ao risco amplificada por temores de desaceleração econômica
Enquanto os mercados digerem as implicações da nova guerra comercial, a atenção se volta para o PMI de serviços dos EUA, indicador que pode reforçar ou atenuar as expectativas de desaceleração. No Brasil, o presidente Lula participa de evento para tentar reverter queda na popularidade, em meio a um cenário econômico que segue sensível aos ventos globais.
Analistas destacam que a forte depreciação do dólar reflete a preocupação com possíveis efeitos inflacionários e recessivos das novas tarifas, que podem acelerar a mudança na política monetária do Fed. O valor do dólar segue como termômetro das tensões comerciais globais.