
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão preventiva de Leonardo Rodrigues de Jesus, conhecido como Léo Índio, nesta quarta-feira (2). O sobrinho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é réu pelo envolvimento nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.
Segundo informações do STF confirmadas pelo Portal iG, o pedido de prisão foi feito pelo Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, na terça-feira (1º). A solicitação se deu após o investigado confirmar, em entrevista à Rádio Massa FM, de Cascavel (PR), que fugiu para a Argentina para não ser detido, mesmo após Moraes ter determinado que ele estava proibido de deixar o Brasil.
A defesa de Leonardo confirmou ao STF que ele está no país vizinho, onde formalizou pedido de refúgio. Segundo os advogados, ele obteve documento de permanência provisória na Argentina até junho e indicou domicílio em Puerto Iguazu.
Na decisão, Moraes afirma que o réu tem “plena ciência do cancelamento de seu passaporte e, ainda assim, ingressou na Argentina com o documento de identidade”. Para o ministro, a transgressão de Léo Índio “justifica a decretação da prisão preventiva”.
De acordo com a acusação, ele estava presente nos atos golpistas e fez publicações nas redes sociais durante as manifestações.
Ele responde pela suposta prática dos crimes de associação criminosa, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.