
A Polícia Civil indiciou Viviane Leonarda dos Santos, de 40 anos, suspeita de envenenar os dois filhos, de 12 e 18 anos. O caso ocorreu em novembro de 2024, em Belo Horizonte, Minas Gerais, e ambos morreram. No celular dela, foram encontradas mais de 130 pesquisas sobre “chumbinho” e “veneno para rato”.

Mãe suspeita de envenenar os dois filhos com “chumbinho” foi indiciada e responderá por homicídio qualificado – Foto: Divulgação/ND
Conforme a investigação, no dia 20 de novembro, a mãe serviu o jantar aos filhos e eles começaram a passar mal cerca de meia hora depois, sendo levados ao hospital.
Exames confirmaram a presença de “chumbinho”, um veneno comumente utilizado para matar roedores. A filha, de 18 anos, morreu no mesmo dia. O irmão dela, de 12 anos, morreu em 4 de dezembro.
A perícia também concluiu que houve tentativa de ocultação de provas, já que os alimentos contaminados foram descartados, e a casa estava “minimamente limpa e organizada”.

O menino de 12 anos morreu envenenado após passar duas semanas hospitalizado em estado grave – Foto: Reprodução/Michelle Toledo/ND
Viviane vai responder por homicídio qualificado, incluindo motivos torpes, administração de veneno e o uso de um recurso que dificultou a defesa das vítimas.
No caso da filha de 18 anos, há três qualificadoras, enquanto o filho de 12 anos tem uma qualificadora adicional devido à menoridade. A mãe está presa preventivamente desde o dia 24 de novembro.
Postura da mãe em depoimento levantou suspeita da polícia
Em depoimento, a mãe alegou que “estava tudo nas mãos de Deus” e não procurou saber quem havia envenenado os filhos. A postura dela chamou a atenção da Polícia Civil, levantando suspeita sobre a autoria do crime. Além disso, a mulher não soube explicar como os filhos jantaram e, posteriormente, morreram envenenados.
Segundo o delegado Humberto Junio, responsável pelo caso, a mãe e o ex-marido viviam uma crise conjugal há anos. Mensagens no celular da suspeita indicavam que ela planejava matar os filhos, relatando dificuldades financeiras e a morte dos filhos “iria acabar com tudo”.